Saude e Beleza
Vacinas salvam 6 vidas por minuto: Rio de Janeiro convoca amanhã famílias para o Dia D de Multivacinação

Professor de Biologia do Ensino Médio do Colégio Marista São José – Tijuca destaca papel da imunização na prevenção de doenças e na proteção coletiva
Manter a vacinação em dia é uma das principais formas de prevenção de doenças e de proteção da saúde de crianças e adolescentes. No Rio de Janeiro, a importância desse cuidado ganha ainda mais destaque com a Campanha de Multivacinação, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde que vai até o dia 1º de setembro, com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Um dos principais momentos da mobilização será o Dia D de Multivacinação, marcado para 22 de agosto, sábado, das 8h às 17h, nas unidades de saúde da rede municipal. A iniciativa busca facilitar o acesso das famílias aos serviços de vacinação e ampliar a atualização dos esquemas vacinais.
Para o professor Celso Ribeiro, que leciona Biologia para o Ensino Médio do Colégio Marista São José – Tijuca, a vacinação deve ser compreendida como uma medida de prevenção que acompanha diferentes fases do desenvolvimento. “A vacina prepara o sistema imunológico para reconhecer determinados agentes infecciosos e responder a eles de forma mais eficiente. Por isso, seguir o calendário vacinal e manter as doses atualizadas é um cuidado importante desde a infância”, explica.
Além da proteção individual, a vacinação contribui para diminuir a circulação de doenças na população. De acordo com o Ministério da Saúde, manter a vacinação em dia ajuda a reduzir a transmissão de doenças e também protege pessoas que, por orientação médica, não podem receber determinados imunizantes. Na rotina de crianças e adolescentes, a caderneta acompanha diferentes etapas e inclui vacinas indicadas de acordo com a idade e o histórico de cada pessoa. Entre os imunizantes previstos no calendário, estão aqueles contra poliomielite, meningite, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, HPV, hepatite, entre outras doenças. “O Dia D é uma oportunidade importante para as famílias conferirem a caderneta e verificarem se existe alguma dose em atraso. Muitas vezes, a correria do dia a dia faz com que uma vacina ou um reforço passe despercebido. Ter uma data específica para essa mobilização ajuda a lembrar que a prevenção precisa fazer parte da rotina”, afirma o professor.
5 fatos que mostram como a prevenção de doenças mudou a história da humanidade
1- A vacinação salvou 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos – Segundo a OMS, entre 1974 e 2024, as vacinas contra 14 doenças evitaram 154 milhões de mortes globalmente, sendo 146 milhões em crianças menores de 5 anos. Isso equivale a cerca de 6 vidas salvas por minuto.
2- A vacinação responde por 40% da redução da mortalidade infantil global- Desde 1974, a taxa de mortalidade infantil antes do primeiro aniversário caiu pela metade no mundo, e quase 40% desse declínio é atribuído diretamente às vacinas. Na África, esse impacto é ainda maior, com mais de 50% da redução decorrente da imunização.
3- Sem vacinas, a mortalidade infantil seria pelo menos 45% maior em países de baixa renda – Um estudo publicado no The Lancet estimou que, entre 2000 e 2019, as vacinações evitaram 37 milhões de mortes em países de média e baixa renda. Para os nascidos em 2019, a vacinação deve reduzir em 72% a mortalidade ao longo da vida causada por dez patógenos modelados.
4- A varíola é a única doença erradicada pela vacinação- A varíola, que no início do século 18 matava cerca de 400 mil pessoas por ano só na Europa, foi a primeira, e até hoje única, doença infecciosa erradicada da humanidade graças à vacinação em massa.
5- 1796 — Primeira vacina da história – O médico inglês Edward Jenner aplicou a primeira vacina moderna ao inocular em um menino de 8 anos o fluido das pústulas da varíola bovina (cowpox), doença contraída por ordenhadores de vacas. Ao expor a criança ao vírus da varíola humana semanas depois, constatou que ela estava protegida.
A orientação do Ministério da Saúde é que, caso alguma dose não tenha sido aplicada no período recomendado, a família procure uma unidade de saúde para avaliar e atualizar a situação vacinal. A ausência da caderneta não impede a aplicação das vacinas indicadas, segundo as orientações do órgão.
(Crédito: Divulgação)
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