Marcos Michalak
Cantora Trans Patricia Ribeiro sente-se excluída no meio artístico

Mesmo com avanços na representatividade LGBTQIAPN+, mulheres trans seguem fora do mainstream. Cantora Trans Portuguesa Patricia Ribeiro dispara: “Nos aceitam até onde convém”
A lacração é real, mas será que é para todas? Nos bastidores do showbiz, uma pauta espinhosa voltou à tona: a invisibilidade das artistas trans no entretenimento.
Mesmo com discursos inclusivos e campanhas coloridas em junho, o espaço continua limitado — e muitas vezes seletivo.
Quem levantou a voz foi a cantora Patricia Ribeiro, que tem no currículo uma carreira internacional sólida, discos de ouro em Portugal e uma história de superação que emociona. Em entrevista recente, Patricia não poupou críticas à indústria e fez um alerta duro: “Nos toleram até onde é conveniente. Depois, nos silenciam.”
“A gente só aparece quando é escândalo ou tragédia”
Segundo Patricia, há um interesse pontual da mídia e da própria comunidade LGBTQIA+ por mulheres trans — especialmente quando há polêmica envolvida. “Se é barraco, hospital, drama pessoal, aí chamam a gente.
Mas para sentar no sofá de domingo, para ser jurada, para apresentar programa? Aí não.”, disparou.
A falsa diversidade?
Nos últimos anos, o Brasil avançou em visibilidade LGBTQIA+ na TV e nas redes sociais. Mas quando se trata de inclusão real e contínua, as estatísticas são desanimadoras. A maioria das novelas e realities ainda não conta com protagonistas trans, e poucas apresentadoras ou cantoras trans têm espaço em horários nobres.
“Ficam nos usando como símbolo de resistência, mas não nos colocam nos palcos certos. Querem o impacto da nossa história, mas não valorizam o nosso talento”, diz Patricia, que recentemente voltou aos palcos após um período afastada por problemas relacionados com a justiça em Portugal, e após ter estado 6 anos presa as coisas tornaram-se ainda mais difíceis; “ O estigma ainda é muito grande , toda esta minha questão relacionada com a justiça afetou imenso a minha carreira artística, e muito difícil subir no topo mas para cair uma carreira, e um ápice.Quero ver colocar uma mulher trans no comando de um programa de TV, de um festival de música, como estrela de campanha de beleza o ano inteiro, não só em junho. Isso é representatividade de verdade”, conclui a cantora.
A fala de Patricia movimentou as redes sociais. Enquanto muitos internautas apoiaram a cantora, outros criticaram o “tom rancoroso”. Mas a maioria concordou com o ponto principal: há uma diversidade de fachada no entretenimento — e isso precisa mudar.
Alguns dos seguidores escreveram:
“Patricia tem razão. Nunca vi ela num programa de domingo, mas se acontecer uma tragédia, chamam na outro dia.” — comentou um internauta.
“A representatividade ainda é seletiva, a mídia finge que a gente tá lá, mas não tá.” — escreveu outra seguidora.
Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga o OnePop no Instagram.
** A opinião expressa neste texto não é necessariamente a mesma deste site de notícias e sim de responsabilidade do autor do conteudo.
** A reprodução deste conteúdo é estritamente proibida sem autorização prévia.

Business2 semanas atrásMulheres aprenderam a empreender. Agora, o desafio é construir valor
Entretenimento1 semana atrásPadre Ezequiel reúne quase 10 mil pessoas em Paulistana (PI) para gravação do DVD que celebra décadas de missão religiosa
Business2 semanas atrásNem toda briga entre síndico e morador é responsabilidade do condomínio
Business2 semanas atrásConheça Igor Carvalho, o professor que se tornou CEO da GR6
Entretenimento1 semana atrásRush investe em podcast e inteligência artificial
Business2 semanas atrásClair Da Silveira Savino impulsiona o mercado de água mineral alcalina com a marca Saltos no Paraguai
Geral2 semanas atrásAlexandre Frota articula diálogo entre moradores e Prefeitura de Cotia em meio a conflito habitacional
Entretenimento2 semanas atrásCuritiba Faz História supera desafios




























