Entretenimento
Emanuel Neri transforma indignação e esperança em rock no single “Os Olhos do Brasil”

Nova faixa do cantor e compositor amazonense chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (7 de agosto), pela Marã Música, acompanhada de videoclipe criado com auxílio de inteligência artificial
São Paulo, 07 de agosto de 2026 – O cantor e compositor Emanuel Neri apresenta ao público, nesta sexta-feira (7 de agosto), o single “Os Olhos do Brasil”, disponível em todos os aplicativos de música pela Marã Música. Com influências marcantes do rock nacional das décadas de 1980 e 1990, a canção mistura crítica social, reflexão política e esperança, propondo um olhar atento para as contradições do país e para a necessidade de transformação através das ideias.
Escrita originalmente no final de 1997, quando Emanuel tinha apenas 19 anos e cursava engenharia na Universidade Federal do Amazonas, a faixa nasceu da inquietação diante dos problemas sociais e políticos que já marcavam o Brasil naquela época: questões que, segundo o artista, continuam atuais.
“Essa música fala do nosso Brasil. Sem freio, sem filtro. Fala daquilo que a gente vê nos noticiários todos os dias, repetidamente. Me doía, e ainda me dói, ver o nosso país tão rico, tão pujante e cheio de possibilidades, mas marcado por desigualdades extremas e por uma doença que corrói o sistema político”, afirma Emanuel.
A composição traz referências ao espírito contestador de artistas como Cazuza e Legião Urbana. “Isso me lembra muito o Cazuza quando diz: ‘eu vejo o futuro repetir o passado e vejo um museu de grandes novidades’, ou a Legião Urbana perguntando: ‘Que país é esse?’. Mas não é só revolta: a música também aponta o caminho por onde eu acredito que as coisas precisam seguir para mudar.”
Musicalmente, “Os Olhos do Brasil” dialoga com as influências que acompanham Emanuel desde a juventude, como a própria Legião Urbana, Biquíni Cavadão, Capital Inicial, Barão Vermelho, Titãs e Engenheiros do Hawaii.
A letra foi construída a partir das vivências pessoais do artista, que cresceu em uma família de educadores e teve sua formação marcada pela escola pública. “Eu vi e vivi muitas das coisas que vieram para o texto. Peguei o lápis e, quando percebi, a música estava pronta.”
Mais do que denunciar problemas, Emanuel explica que seu principal objetivo é transmitir uma mensagem positiva. “Quero levar esperança através da música. Lembrar que a maior revolução e a maior transformação são aquelas que vêm das ideias. Não basta apenas estar inconformado; é preciso agir para que a inconformidade se transforme em atitudes e resultados.”
A expectativa para o lançamento é grande. “É como se fosse o primeiro lançamento. Estou contando as horas para apertar o play. Acredito que, por tudo o que o país e o mundo estão vivendo, as pessoas vão se conectar com essa mensagem.”
Além do lançamento nas plataformas digitais, a canção ganhará um videoclipe que amplia visualmente a crítica presente na letra. Produzido com auxílio de ferramentas de inteligência artificial por Túlio Souza e pela equipe da Onda Project, o vídeo apresenta um retrato da indignação popular diante das desigualdades sociais e da distância entre a população e aqueles que ocupam posições de poder.
“O clipe vem dando imagem à indignação que a letra mostra. É um retrato de um povo que está deitado no colchão da fome e vendo uma elite dirigente despreocupada com as necessidades daqueles que historicamente são a justificativa das ações, mas que menos desfrutam dos resultados”, explica Emanuel. “Quem acredita que a cena política do nosso país é uma esculhambação vai se encontrar na história que a música e o clipe contam.”
A relação de Emanuel Neri com a música acompanha toda a sua trajetória. Desde a infância, cantando músicas de Roberto Carlos na escola e aprendendo os primeiros acordes no violão, a arte sempre esteve presente em sua vida. Em Manaus, encontrou na música um espaço de pertencimento, passando pelo grupo Harmonia, ligado ao movimento espírita, e pela banda TNT, que marcou sua experiência no rock entre o final dos anos 1990 e o início dos anos 2000.
Durante a pandemia, voltou a se aproximar da música por meio de transmissões ao vivo, experiência que despertou o desejo de iniciar oficialmente sua carreira solo.
(Fotos: Divulgação)
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