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O que realmente importa na música?

Artista Cabrallis questiona até que ponto exposição do corpo colabora para a indústria musical
Não é de hoje que a exposição do corpo anda lado a lado com a indústria musical e do entretenimento em geral. No Brasil, país que tem no Carnaval um dos seus principais produtos de exportação cultural, tal associação muitas vezes é feita no modo automático. Afinal, quem não se lembra do fenômeno É o Tchan e a febre do axé nos anos 1990, cujas dançarinas de trajes mínimos eram lideradas pelo exemplar rebolado de Carla Perez?
A partir de que ponto, porém, a exposição e exploração do corpo deixariam de colaborar com a indústria musical e passariam a ofuscá-la, deixando a música em segundo plano? Seria a música, então, um mero pretexto?
Essas são algumas questões levantadas por Cabrallis, artista cuja persona já transmite a mensagem de que a exposição do corpo definitivamente não está entre seus interesses.
“É claro que qualquer artista se apresenta da maneira que quiser e busca a carreira que quiser. Isso é liberdade em primeiro lugar, e é importante deixar claro que isso não é um problema. O fenômeno que Anitta se tornou, por exemplo, é sobretudo uma evidência do talento dela como empreendedora, o que é ótimo para ela e há muito o que aprender com isso. Mas será que não há um excesso por parte da indústria como um todo ao investir na exposição do corpo, como se necessariamente cantoras mulheres tivessem de adotar tais posturas para atingir resultados mais rápidos?”, questiona Cabrallis, que se apresenta sob uma máscara de bico encouraçado e lentes escuras a esconder seus olhos.
Nascida de um projeto pessoal e de uma reavaliação da própria vida durante a pandemia, a personagem dá nome ao seu recém-lançado álbum e abre a perspectiva para sua carreira internacional. Embora seja visualmente inspirada pela cultura steampunk e por traços de surrealismo, a performer também vê sua criação como um modo de resistir ao que parece estar previamente estabelecido por parte da indústria.

Sob máscara e roupas espessas, cantora critica excesso de erotização na música.
“Eu penso que Cabrallis também pode ser vista como essa alternativa, outra possibilidade pensar o que somos. Será que, para além do meu corpo e de como ele é, o que eu coloco na música talvez não diga muito mais sobre mim? Não há nada de errado com o corpo da mulher, que é lindo, mas será que não há algo de errado em esperar que o corpo da mulher esteja sempre disponível como moeda de troca?”, reflete a artista.
O álbum foi produzido em Goiânia – GO com o produtor musical Jefferson Mamede. Siga nas redes sociais e conheça mais sobre o projeto:
Instagram: https://www.instagram.com/cabrallis.br/
Spotify: https://open.spotify.com/artist/69IN7fxSBkc0Tk3iKtVaLN
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