Entretenimento
4º Festival de Teatro Amir Haddad terá mais de 80 atrações na Lapa durante a Semana de Arte do Rio

De 18 a 25 de setembro, festival ocupa os Arcos da Lapa e a Casa do Tá Na Rua com atrações de teatro, música, arte pública, conversas e literatura
Com o tema “Viva o Povo Brasileiro!”, o festival estreia como parte da Semana de Arte do Rio
A Lapa se transforma, entre os dias 18 e 25 de setembro, em uma das maiores plataformas de teatro e arte pública do país. Chega à quarta edição oFestival de Teatro Amir Haddad, que este ano adota o tema “Viva o Povo Brasileiro!”, inspirado na obra de João Ubaldo Ribeiro, reunindo artistas, companhias e pensadores de diferentes regiões do Brasil em torno de um mesmo território: a rua.
São oito dias e cerca de 80 atrações distribuídas em oito frentes: teatro, arte pública, música, conversas, oficinas, cinema, literatura e cenas curtas organizadas em dois atos. O primeiro, “A Rua”, ocupa a Praça Cardeal Câmara, sob os Arcos da Lapa, entre os dias 18 e 20 de setembro. O segundo, “A Casa”, leva a programação para dentro da histórica sede do Grupo Tá Na Rua, na Avenida Mem de Sá, entre os dias 21 e 25. Realizado pela primeira vez em setembro, o Festival passa a integrar a Semana de Arte do Rio, iniciativa da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura.
O Festival Amir Haddad propõe um encontro entre teatro, cidade, música, pensamento e cultura brasileira. A edição de 2026 aproxima teatro e carnaval, ancestralidade e povos originários, diversidade LGBTQIAPN+, memória e literatura promovendo o encontro entre diferentes Brasis dentro de um mesmo território histórico: os Arcos da Lapa, que funcionam não apenas como endereço, mas como parte da dramaturgia do Festival.
Um dos pontos altos da programação é a apresentação gratuita de Fafá de Belém, que celebra, em grande encontro musical nos Arcos da Lapa, os 50 anos de uma carreira que atravessou gerações da música popular brasileira.

“Em 2026, o Festival de Teatro Amir Haddad se consolida definitivamente no calendário cultural e simbólico do Rio de Janeiro como o único festival da cidade dedicado ao Teatro e às Artes Públicas. Nossa maior missão é dar continuidade ao legado de Amir Haddad: fazer um festival aberto, democrático, sem distinção de nenhuma espécie e sem vender aquilo que temos de melhor para dar. É ocupar o coração do Rio, a Lapa, e transformá-lo em um grande ponto de encontro para receber o Brasil inteiro: sua diversidade, seus artistas, suas histórias e suas muitas vozes. Ancestralidade e contemporaneidade caminham de mãos dadas, promovendo encontros entre gerações e abrindo espaço para o debate, a troca e a construção de novas possibilidades. É isso que propomos: um festival que celebra, em toda a sua potência, o povo brasileiro”, diz Máximo Cutrim, idealizador, curador e diretor criativo da edição 2026
A edição reforça o caráter nacional do Festival com a presença de companhias históricas de outros estados. De Minas Gerais, o Grupo Galpão, uma das referências mais longevas do teatro de rua brasileiro apresenta “Cabaré Coragem”. Do Rio Grande do Norte, os Clowns de Shakespeare trazem “Ubu”, ampliando o diálogo do Festival para além do eixo Rio-São Paulo. A programação musical soma nomes como Farofa Carioca e Africanoise, que apresenta o disco “Cabaça”, vencedor de Melhor Lançamento Eletrônico no 33º Prêmio da Música Brasileira, além de festas como Xepa e V de Viadão.
A programação dedica um eixo especial à diversidade, aproximando diferentes gerações da cultura LGBTQIAPN+. Os Dzi Croquettes apresentam um documentário sobre sua trajetória, seguido de conversa com os artistas. A Cultura Ballroom sobe à cena com uma Vogue Night, e o Cabaré Tá Na Rua apresenta “Ópera das Malandras”, espetáculo nascido dentro do próprio Festival que chega ao quarto ano de temporadas lotadas no ano passado, foi a atração de maior público da edição. Criado por integrantes do Grupo Tá Na Rua com dez anos de pesquisa em teatro-cabaré, o espetáculo tem como protagonistas “as malandras, as bichas, as travestis, os boêmios e os personagens que fizeram da Lapa um território histórico de liberdade” e este ano ganha as ruas mais uma vez.

Amir Haddad, 89 anos e o legado da arte pública
Diretor, ator e um dos nomes fundamentais da renovação do teatro brasileiro na segunda metade do século XX, Amir Haddad dá nome e é o eixo simbólico do Festival. Sua trajetória vai da fundação do Teatro Oficina, em 1958, à criação do Grupo Tá Na Rua, que completa 46 anos e segue sediado na Lapa. Aos 89 anos, Amir permanece em atividade artística e intelectual, e o Festival que leva seu nome busca não apenas homenagear sua história, mas colocar seu pensamento sobre arte pública em diálogo com novas gerações.
“Nunca o festival esteve tão concorrido, tão bem frequentado, e nunca as artes brasileiras, em especial as artes públicas estiveram tão representadas quanto nesta quarta edição do Amir Haddad. Nossas expectativas são as melhores possíveis: contaremos com a presença de Fafá de Belém e de tantos outros nomes que fazem deste um evento de dimensão verdadeiramente grandiosa. Confesso que me emociono ao ver o tamanho que este festival, que carrega meu nome, alcançou. Espero que tudo corra da melhor forma, e tenho total confiança nisso, pois a equipe organizadora, liderada por Máximo, é de primeiríssima qualidade. Fico apenas com boas expectativas e grandes esperanças para esta edição”, concluiu Amir Haddad, diretor, ator e fundador do Grupo Tá Na Rua. Amir também estará em cena apresentando dois espetáculos autorais do grupo Tá Na Rua “Zaratustra: Umas transvaloração dos valores” e a releitura de “Dar Não Dói O Que Dói É Resistir”.
Ao lado de Amir, Máximo Cutrim assina a idealização, curadoria e direção criativa da edição de 2026, representando o encontro entre a memória de quase sete décadas de teatro brasileiro e uma nova geração que transforma esse legado em plataforma contemporânea de arte, cidade e diversidade.
A programação de conversas conta com apoio da Fundação Casa de Rui Barbosa, reunindo debates sobre povos originários, ancestralidade, memória e as relações entre teatro, cidade e cultura brasileira entre eles, um reencontro entre as histórias do Grupo Tá Na Rua e do Teatro Oficina. A programação reúne ainda nomes como Othon Bastos, Renato Borghi, Elisa Lucinda e Clarice Niskier, que celebra 20 anos de parceria com Amir Haddad em “A Alma Imoral”, além de Luiz Antônio Simas em aula/palestra sobre “o evento da cultura e a cultura do evento” e Milton Cunha, que propõem um debate sobre a carnavalização do teatro e a teatralização do carnaval a partir do encontro entre Amir Haddad e Joãosinho Trinta.

“Celebrar os 20 Anos da peça A Alma Imoral no Festival Amir Haddad é a alegria das alegrias. Desde 2004 Amir supervisiona este espetáculo. Sua super-visão me estrutura, me questiona, me amplia, dia a dia. Ele é um dos pilares deste sucesso”. Clarice Niskier.
O 4º Festival de Teatro Amir Haddad tem patrocínio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Prefeitura Municipal da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal da Cultura e Instituto Tá Na Rua. Parceria Cultural: Sesc RJ, Fundação Casa de Rui Barbosa e apoio: Funarte
Sobre a Semana de Arte do Rio
Entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reunirá festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação reúne tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, que refletem a diversidade e a produção artística contemporânea. Concebida como uma plataforma continuada de integração de políticas culturais, a Semana de Arte do Rio articula cultura, turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo em uma estratégia compartilhada da Prefeitura para fortalecer o ecossistema cultural da cidade. Ao integrar festivais, instituições culturais, artistas e agentes do setor em uma programação calendarizada, diversificada e articulada, a iniciativa amplia o alcance das ações culturais, promove a ocupação qualificada dos espaços públicos e reforça a posição do Rio de Janeiro como referência nacional e internacional na produção artística contemporânea. Durante doze dias, espaços culturais, museus, centros culturais, teatros, galerias e equipamentos públicos da região central receberão uma programação integrada que valoriza o patrimônio material e imaterial da cidade, estimula a circulação de artistas e públicos e fortalece a economia da cultura.
Serviço
4º Festival de Teatro Amir Haddad – Viva o Povo Brasileiro!
De 18 a 25 de setembro de 2026
O Ato I – A Rua acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, na Praça Cardeal Câmara, sob os Arcos da Lapa, Rio de Janeiro. Com uma programação inteiramente gratuita
O Ato II – A Casa acontece de 21 a 25 de setembro, no Centro Cultural Casa do Tá Na Rua, na Av. Mem de Sá, 35, Lapa, Rio de Janeiro, com atividades culturais gratuitas e espetáculos teatrais a preços populares Os Ingresso dos espetáculo que ocorrerão na Casa: estão a partir de R$ 25,00 a meia e R$ 50,00 a inteira
A programação reúne cerca de 80 atrações, entre teatro, arte pública, música, conversas, oficinas, filmes, literatura e cenas curtas.
Confira a programação completa
(Crédito: Mariana Pêgas)
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