Luca Moreira
Como Bianca Andrade, Whindersson Nunes e outros famosos estão mudando o mercado de conteúdo no Brasil

Plataformas como a brasileira Zexter, que tem Antonia Fontenelle como embaixadora, mostram como criadores estão ganhando mais autonomia e faturando alto no mercado digital
De Antonia Fontenelle, que se tornou embaixadora de uma plataforma de conteúdo adulto, a nomes como Virgínia Fonseca e Bianca Andrade, é cada vez mais comum ver celebridades brasileiras explorando novos caminhos para rentabilizar suas imagens e suas comunidades. A chamada creator economy já movimenta mais de US$ 250 bilhões no mundo, segundo a consultoria Goldman Sachs, e vem transformando profundamente a indústria do entretenimento, da publicidade e da cultura pop no país. Matéria exclusiva Jornal O Globo
No Brasil, esse movimento também se reflete na ascensão de plataformas que oferecem mais autonomia, segurança e lucro para quem vive da própria imagem — e muitas vezes de nichos antes marginalizados, como o conteúdo adulto. É o caso da Zexter, startup que cresce apostando na valorização de criadores locais, com funcionalidades pensadas para atender as necessidades específicas desse mercado.
— Nosso objetivo vai muito além de ser uma vitrine para conteúdo. A missão é construir um ecossistema onde os criadores tenham controle total sobre sua carreira, com tecnologia, segurança e suporte que falem a língua deles — literalmente e culturalmente — explica Bruno Souza, CEO da Zexter.

Criada em 2024, a plataforma oferece aos criadores 90% da receita, um percentual superior ao de concorrentes internacionais, que gira em torno de 80%. Além disso, disponibiliza ferramentas como bloqueio de IP por país, pagamentos em moeda local, suporte em português e ações de marketing específicas para promover talentos brasileiros.
Essa mudança não é só tecnológica, é também cultural. Ela transforma a forma como o entretenimento funciona, como o trabalho acontece e como a gente consome conteúdo hoje em dia. Famosos como Carlinhos Maia e Whindersson Nunes mostram bem como a economia da influência virou uma força poderosa no mercado brasileiro, dando mais autonomia, ganhos e liberdade criativa para quem vive da própria imagem.
— Hoje, ser criador é muito mais do que fazer post em rede social. É sobre construir uma marca pessoal, ter autonomia e viver da própria criatividade. As plataformas estão aí para dar essa liberdade, e quem entende isso está um passo à frente — reflete Bruno.
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